terça-feira, maio 09, 2006

sexta-feira, abril 28, 2006

quarta-feira, abril 12, 2006

Stopex

Ou das razões que levam este blogue a parar!
Por agora, chega de dispersão. cinco blogues é muito.
No entanto, porque há outros cogitadores a escrever neles, manter-se-ão o Fiat Lux e o o Novo Arco Iris (este espaço será sagrado para os alunos começarem a tomar o gosto pela participação cívica que pode proporcionar estes espaços de escrita). todas as rubricas que aqui se mostraram já estarão diosponíveis no Publicista, o novo espaço blogueiro que entendi, por razões nele descritas, criar há já dois meses!

segunda-feira, abril 10, 2006

quarta-feira, março 29, 2006

Vale a Pena Recordar

▪ Sai publicado, neste dia de 1911, o decreto que, revogando o de 1901, reorganiza os serviços de instrução primária. Cria oficialmente o ensino infantil para os dois sexos, escolas infantis em cada um dos bairros de Lisboa e Porto, em todas as capitais de distrito e nas sedes dos principais concelhos, atribuindo-lhes professoras diplomadas pelas escolas normais. Apesar da legislação que foi sendo publicada, o ensino oficial infantil tardou a aparecer, por falta de verbas.
Quanto ao ensino primário, este decreto declarava-o laico e descentralizado. Em termos organizativos, o ensino primário era distribuído por três graus: o elementar, obrigatório com duração de três anos; o complementar, com duração de dois anos; o superior, com duração de três anos. Destes, só funcionou regularmente o ensino elementar.
Este decreto continha, ainda, um conjunto de medidas tendentes à protecção e dignificação do professor primário, como é o caso da concessão de dispensa de serviço (dois meses ao todo), sem perda de vencimento, às professoras durante o último período de gravidez e em seguida ao parto, inspecção sanitária escolar, aumento de vencimento, etc.

quarta-feira, março 15, 2006

Mire On Local

O erro de Sócrates? Ou a árvore de folha que não caduca?

Depois do pleno luar, um dia cinzento ... . E a srª funcionária da respectiva repartição confirmou que, também a seu ver, já é tempo de soluções tecnológivcas para acabar com a hiperburocracia residual, em jeito de instrumento de subsídiodependência para-eleitoralista, que é como quem diz valer bem a pena o esforço dependido, as eventuais chuveiradas que, nas extensas bichas de espera, qualquer um de nós ainda está sujeito a apanhar, porque o Estado é soberano, o povo é sereno e o metro português é bem mais pequeno que a referência museológica de Sèvres, bem no coração da Europa ...
Mais adiante, chegamos também à conclusão que, no ainda e actual modelo que o sistema prefere (?) manter, muitos são aqueles que, porque o dito choque nem é de ideias, nem tão pouco a tecnológico parece aspirar, "nadam" perfeitamente na papelada que não se importam de preencher, tão honestamente quanto as obras e/ ou investimentos realizados lhes permitem orçamentar, numa como que quase comísera contrapartida por aquilo a que temos direito primário de aceder (repartição primária da riqueza, generalíssimamente sob a forma de salários) mas que não temos, a não ser que não declaremos (quando é o caso) algumas das receitas para que nos colectamos ou, até, ceclaremos despesas que não efectuamos. Tudo é humanamente possível, tecnologicamente inadmissível, socialmente subserviente, sistemicamente estruturante, moralmente injusto, políticamente dominante.
E a árvore continua com as suas folhas, que não caem, nem que chova, nem que se desse um curto-circuito tecnológico! Por isso, lá fui eu, neste dia também cinzento como aquele que retrato, cumprir o meu dever de cidadão que também espera, da outra parte, o retorno de um dever que não tem de ser mito, porque é um direito. Já sem bicha que, no entanto, parece ... estar para durar!

Cogitando

Contemplando, ... uma noite com a Lua cheia

Que vai alta e plena de luz, sem perder pitadada do que a face da Terra para si não oculta não esconde, a não ser nos meandros que os acidentes, naturais e/ ou humanos desenham nos quotidianos por que todos vamos navegando, passando sem velas de vento que não se sente, e por isso não se vai como deveria ir, ou vai como não devia ir, como não devia ser, quando e onde não devia estar, e ninguém deveria ser obrigado a tal quando já é alguém que passou onde devia, quando é o que tem de ser, à luz seja de quem for ...!
Acabadinha de tirar
Oh lua que, tão alta vais, será que ninguém te ouve quando te vê, para ti olha e não te sente? Claro, há sempre alguém que te vê, te cheira e contempla, ouvindo a música que passa no teu lento passeio à luz das estrelas, que parecem invejar-te tão clara intimidade, no límpido que é esse lampejo prateante do teu olhar!
Ao jeito dos paparazzi, ainda a noite começava
E por que será que outros se escondem, mas nem por isso deixam de te querer ver? Será de vergonha ou de medo? Ou apenas hesitam em se expôr ao teu luar, para não mostrarem a face que ocultam à tua luz? Oh, Lua, que tão alta vais, tão plena de luz, sem perder pitada do que aqui vai, conta-nos um pouco do que saber ver, que não deve ser pouco, de ti também precisamos para esclarecer o que não vemos, sem a tua luz que também não somos!
Oh Lua, como para nós podes ser tão bela?

sexta-feira, março 10, 2006

Cogitando

E porque a estrada é larga, as vias são várias e a ânima não é pequena, talves seja altura de clarificar estas "águas blogueiras", que é como quem diz "vamos lá a separar a trigo do joio", para se poder perceber melhor o que é do pensamento sobre o que se vai vivendo, em si mesmo

(as "Cogitadelas"), ficando com os Cogitando
o que é da razão crítica e do pensamento sistematizado,
("Fiat Lux"), para onde transitam as Tiradas de Reflexão Pura
o que é da expressão "liberdadeira" e plural da cidadania, a começar pelos mais jovens,
("Novo Arco Íris"), para onde transitam as La Pensée du Jour
e, mais recentemente, esse desejo de criar um espaço de participação na crítica social à luz do pensamento filosófico , tanto quanto possível, caracteristicamente português,
(o "Publicista"). para onde transita O Republicanário
Mas certamente que, porque não se advogam, em princípio, quaisquer exclusivismos, também nestes espaços haverá lugar à interpenetração de ideias e expressões. Só assim se conseguirá, cremos, uma abrangência na integralidade da utilização que fazemos deste meio tão profícuo que é o da blogosfera e, acima de tudo, das vontades efectivas de participação civilizante.
Vamos, para tanto, cogitando um pouco mais profundamente!

quinta-feira, março 09, 2006

Tiradas de Reflexão Pura

Mulher Sempre Ou como a evolução da espécie humana ainda criará o Dia Internacional do Homem (por sinal, no mesmo mês, a 19 de Março?)!

Como sinto algo de sombrio sempre que oiço falar de dias internacionais, sobretudo quando evocam o que nem devia ser evocado, porque não há fundamentos para evocar o que nunca careceu de ser evocado! Mulher é, independentemente de quem ou do que quer que seja que digam, como eu sou, assim como qualquer um de nós é. E para o sermos também não carecemos que nos evoquem! Nem, creio, gostaríamos que nos atribuissem um dia em que todos parecem nos querer evocar, num como que sentimento de pena ou pretensa compensação pós-operatória.
Por isso, prefiro evocar, neste dia de 8 de Março (embora já o esteja a fazer no começo do dia seguinte), Fernando Pessoa, quando, com o Guardador de Rebanhos, cria o seu heterónimo Alberto Caeiro.

O GUARDADOR DE REBANHOS

1

Eu nunca guardei rebanhos,

Mas é como se os guardasse.

Minha alma é como um pastor,

Conhece o vento e o sol

E anda pela mão das Estações

A seguir e a olhar.

Toda a paz da Natureza sem gente

Vem sentar-se a meu lado.

Mas eu fico triste como um pôr de sol

Para a nossa imaginação,

Quando esfria no fundo da planície

E se sente a noite entrada

Como uma borboleta pela janella.

Mas a minha tristeza é socego

Porque é natural e justa

E é o que deve estar na alma

Quando já pensa que existe

E as mãos colhem flores sem ella dar por isso.

Como um ruido de chocalhos

Para além da curva da estrada,

Os meus pensamentos são contentes.

Só tenho pena de saber que elles são contentes,

Porque, se o não soubesse,

Em vez de serem contentes e tristes,

Seriam alegres e contentes.

Pensar incommóda como andar á chuva

Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos.

Ser poeta não é uma ambição minha.

E´ a minha maneira de estar sòsinho.

E se desejo ás vezes,

Por imaginar, ser cordeirinho

(Ou ser o rebanho todo

Para andar espalhado por toda a encosta

A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),

E´ só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,

Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz

E corre um silencio pela herva fóra.

Quando me sento a escrever versos

Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,

Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,

Sinto um cajado nas mãos

E vejo um recorte de mim

No cimo d´um outeiro,

Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéas,

Ou olhando para as minhas idéas e vendo o meu rebanho,

E sorrindo vagamente como quem não comprehende o que se diz

E quer fingir que comprehende.

Saúdo todos os que me lerem,

Tirando-lhes o chapeu largo

Quando me vêem á minha porta

Mal a diligencia levanta no cimo do outeiro.

Saúdo-os e desejo-lhes sol,

E chuva, quando a chuva é precisa,

E que as suas casas tenham

Ao pé dúma janella aberta

Uma cadeira predilecta

Onde se sentem, lendo os meus versos.

E ao lerem os meus versos pensem

Que sou cousa natural -

Por exemplo, a arvore antiga

A´ sombra da qual creanças

Se sentavam com um baque, cansados de brincar,

E limpavam o suor da testa quente

Com a manga do bibe riscado.

8 - 03 – 1914 (Retirado do Google.pt)

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Cogitando

La Pensée du Jour

Gripes, viroses, profilaxia e riqueza, saúde e pobreza, com superversão de "Dallas", em época de neo-coincineração.
Confesso que também estou engripado, mas daquelas de trazer por casa, e por isso, deitadinho na cama a ver as novas (?) TV, apercebo-me das homilias de segunda pós fim-de-semana cheio de cólera angolana, temperada com um pouco de hipocrisia persa (iraniana) e a carranquice do Hammas, q. b., por não tocar no "$orgaão" da UE, não vão as armas torcer com os varões mal assinalados por sufrágio inoportuno (?); com os franceses a dizimarem o H5N1, em plenas mini-férias lusas - até daria para visitarmos os nossos frères francious, aprendendo algo sobre profilaxia, não vá o erário público deste bocado de terra à beira mar plantado definhar e, a bem da nação, nos aparecer por aí uma estirpe de algibeira, que é dizer daquelas que, à portuguesa, nos levará o "$orgão" da UE, em jeito de mais uma seca de inverno, não vão as armas torcer com os barões mal assinalados ... .
Enfim, na minha rica caminha, lá vou eu vendo que, se apenas dá cólera a quem não tem água potável, nem infraestruturas sanitárias, então o Tarzan deveria ter morrido de uma valente diarreia, os ciganos (que me perdoem o oportuno exemplo) há muito estatriam extintos pela sobre exposição aos elementos da "natural" exclusão social, as camadas etárias mais novas assim expostas não poderiam sair à rua (não teriam incrementado a potenciação da produção de anticorpos) dado o seu imaturo desenvolvimento imunitário, os exageros antisépticos já nos teriam hiperdesimunizado, etc., etc. . Com a promessa de uma super adaptação, agora para cinema, da já esquecida série "Dallas", não vá o povinho deixar de idolatrar tão importantes personagens, autênticos ícones da coltura oxidental, tão cheias de petróleo que nem era preciso invadir Portugal, ..., sim, porque qualquer dia levam-nos o das Berlengas, isto se o Belmirinho não chegar lá primeiro com uma OVA (Oferta de Verdadeira Aquisição) em época de novo fôlego bolsista ..., com benção de comissões corporativas (cheias de tão brilhantes cabeças e valores erráticos) a olhar para novas Ofertas VA sobre as cimenteiras do futuro, onde já ficaram incinerados os relatórios técnicos independentes sobre tão polutas matérias ... ("isto só visto")!!!
Então, lá dei eu a pensar para comigo - la pensée du jour:
A higiene mais rica é a dos pobres!
A pobreza mais higiénica é a dos ricos!
A saúde menos rica é a pobreza!

domingo, fevereiro 12, 2006

Tiradas de Reflexão Pura

Recordando Agostinho da Silva, é com Amor que vos digo ...
Muitos se estão a recordar, por diversas razões, de ideia ou por factos que o justifiquem, o que é Agostinho da Silva no espectro do pensamento da portugalidade. Por isso também aqui eu digo recordando, mas apenas o posso fazer evocando o que, muito simplesmente, tenho aprendido com a efeméride, ao dever ler o que há já muito deveria ter lido, porque, isso sim, há já muito que sinto e penso o que este evocado Mestre nos tem para ensinar! Sobretudo acerca do que é ser português, nesse enlear do ser com o amar, e do existir, com tal enleio, numa como que constante procura de um Bem maior, a que qualquer mortal não se deve envergonhar de dizer Deus, ou Amor Eterno, ou Verdade Suprema ...! Tantos já percorreram este caminho cogitado, mas muito poucos o fizeram com a terrena humildade da sapiência humana, que é a do homem simples que, por sê-lo, só pode ser uno com a totalidade, constante submissão voluntária daqueles que vislumbram o horizonte intemporal da eternidade ...!
E porque sou livre para obedecer a esa Vontade, que é essência que imana em nós, assim manifesto esse Amor que dessa obediência irradia, e me sinto próximo de Deus. É assim que sinto, é isso que penso e, portanto, é assim que tento viver!
"Agostinho da Silva dizia haver três vias para chegar à eternidade de Deus: a que nos dá a inteligência, a que nos faculta a vontade e a que nos oferece o amor. (...) Obedecer depende da nossa decisão. Pensar é uma actividade espontânea e grata. Mas o amor é um sentimento que podemos experimentar ou não. Pode mesmo acontecer ... que não nos amemos a nós próprios. (...) Mas dever amar apenas nos pode levar a um comportamento objectivamente próximo do que seria um comportamento amoroso. Por de trás desse voluntarismo haverá sempre um vazio afectivo que quase roça a fronteira da hipocrisia. Somos por isso tentados a pensar que, em termos teológicos, o amor, tal como a fé, é um imediato Dom de Deus que lhe devemos pedir com a mais humilde das humildades".
Obrigado, AS!

sábado, fevereiro 11, 2006

Cogitando

Existir numa estreita linha de consciência ...!
Vou começar por onde se deve acabar: em última instância, ninguém tem a autoridade (de qualquer natureza) suficiente para afirmar a plena culpabilidade dos que não chegam a apreender a essência da vida orientada pela virtude.
O mesmo é dizer que, mesmo dentro da imputabilidade directa e objectiva, deve a psicologia forense tentar explicar que, nalguns casos que pode (e certamente já o fez) tipificar, muitos dos comportamentos que todos adoptamos no nosso dia-a-dia terão muito a dever à virtude que, os mesmos, apregoamos defender, em muitas das manifestações de que somos autores, na praça pública ou em circunstâncias mais ou menos privadas.
Por isso, ninguém pode dizer que este ou aquele acto que tenha praticado não é passível de ser avaliado na balança social, sobretudo aqueles actos que todos temos praticado e que defendemos ter origem numa aprendizagem sócio-cultural do meio onde nos desenvolvemos, de forma a crermos que, por esse facto exterior e superior a nós, não temos que prestar contas à nossa consciência ou à moral que dizemos seguir!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

O Republicanário

"Se Bem Me Lembro..."
São muitas as recordações que os acontecimentos do dia-a-dia fazem brotar de uma certa nostalgia inevitável, porque quem vive "de alma e coração" não risca as memórias da sua contabilidade existencial, só pelo facto de alguns dos seus "desideratos" (a que ninguém escapa) não caberem no cabedal das suas capacidades neuro-psicológicas ...!
Tenho que reler o "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, pois a procissão de "criancinhas" top alinement, de produção laboratorial político-partidária, enche o imaginário de quem atenta às novidades que brotam das fontes que ninguém gosta de referir como autoridade, já que esta não lhes está, normalmente, atribuída só pelo facto de que um sistema pseudo-democrático, de intenções gótico-electivas, os colocou num pedestal, de onde cairão um dia em desgraça ...!
Por isso, redigo o que aprendi com um mestre que, agora, anda um tanto mal referenciado na praça blogueira, talvez por super carpir esta res pública (?!), mas ... enfim, ... na História já não há criações originárias, no que se refere aos assuntos públicos. Ela dá sempre as mesmas voltas, em espiral de evolução. Porque não há esse tal fim da História. Há sempre um "devir"!

La Pensée du Jour

Andam por aí ventos de medo, que espalham a lusa paranóia da impotência congénita, que é como quem diz, as novas que já só dizem aquilo que já não interessa, porque entretanto se vai chegando a outras realidades que, estando a ser vividas, ainda não convém que sejam assumidas e, quando o forem, já não são realidade, mas serão, certamente, mais uma vez novas! ...?
Mas continuo pensando, ao acompanhar os spots das notícias que convém, em jeito de catarse analítica de um existencialista angustiado com os vómiots do sistema em que não se reconhece. Ou então, para filtrar os resíduos de tão incómodos estímulos, como os que nos estão a invadir o espírito de forma pouco discreta (secreta), mais vale revisitarmos o ideário do zodíaco, e pensarmos como será o celestial Aquário (fluviae potestam). Sem enchorradas!
Há segredos que só metem medo a quem os conhece!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

La Pensée du Jour

Agora sei porque queremos fazer como eles!

Todos os dias podemos, normalmente, observar factos que nos despertam a atenção, o interesse, a imaginação, ou tão somente a constatação de facto. Ainda hoje, ao estar ligado a um canal internacional da TV por cabo, dei de caras com um cerimonial evento ritualista da elite da administração Bush, em que, mais uma vez, como não pode deixar de ser, se vislumbram VI personalidades pela "cassetização" discursiva do líder, a quem imitam, até, na indumentária bancário-burocratizadora, exibida de cada vez que se levantam, com ímpeto talvez desmesurado, pelas majestáticas palavras neste profético ambiente proferidas.
Mesmo doutas personalidades, anichadas aos subjectivos desígnios que as fazem subservir e esquecer ancestrais queixas capitalizadas na côr da pele das raças que as contabilizaram ...! Mesmo na raia da geo-política, com presunções pseudo-académicas, sobretudo daquelas que as igrégias universidades europeias já começaram a identificar, há décadas, no itinerário da criação de mais um império ...!
Mas este espectáculo não deixa de nos ser familiar! Já o observamos um pouco por todo o mundo, e em especial também em Portugal! Percebo por que tão angélicas "carinhas" como as daqueles políticozinhos neófitos recém-aparecidos depressa aprendem a exibir-se com tão presençosas vestimentas, neo-uniformizadas pelos interesses já antigos de uma casta sócio-decadente em prestígio popular que é, como quem diz, legitimidade.Por isso, o meu pensamento do dia só pode ser este:
La pensée du jour: Quem anda na vida sem aprender, só vive por imitação!

terça-feira, janeiro 31, 2006

La Pensée du Jour

Ilusões do tempo que não é

  • Há já uns bons anos que li, pela primeira vez, a “Era do Vazio”, de Gilles Lipovetsky, esse professor de filosofia que Adriano Moreira também quis ler, apresentado pela minha mão no final de uma das suas aulas de Ciência Política.
  • Era esta a nossa em que, com um novo individualismo, trata de instaurar uma ordem de indivíduos conformados a uma uniformidade de orientações redefinidas para as grandes massas anónimas. Colectivismo neo-liberal ou individualismo neo-colectivista, eis um paradoxo assente no dilema do indivíduo colectivamente conformado, ou da colectividade individualmente massificada.
  • Mas dificilmente será uma colectividade humanamente socializada, porquanto muitos dos objectivos e interesses institucionalizados têm origem em fontes que transcendem a consciência dos destinatários, quando não se apresentam como verdadeiras manifestações de uma clandestinidade não marginalizada e, por isso, ilegítima porque não participada. Assim sendo, antidemocrática.
  • ‘La pensée du jour’: Só se reclama o passado com um presente sem horizontes e um vazio como futuro!